A infeção por Helicobacter pylori (H. pylori) ocorre quando estas bactérias colonizam o estômago, geralmente durante a infância. Esta infeção é bastante comum, afetando cerca de dois terços da população mundial. Na maioria dos casos, a presença da bactéria não provoca sintomas, mas pode levar ao desenvolvimento de úlceras pépticas, que são feridas ou hemorragias no revestimento do estômago (úlcera gástrica) ou na primeira porção do intestino delgado (úlcera duodenal).
Os sintomas podem incluir:
Na presença de úlcera gástrica ou duodenal causada pela infeção por Helicobacter pylori, a hemorragia é uma complicação possível. O indivíduo deve estar atento a sinais de sangramento interno, como fezes escuras (tipo tinta de choco) ou com sangue vivo, vómitos com sangue, tonturas, dor torácica, cansaço e palidez cutânea. Esta situação pode evoluir para anemia.
A bactéria é transmissível de pessoa para pessoa, principalmente por via oral-oral ou fecal-oral, como ao partilhar alimentos, utensílios sem higiene adequada ou através do contacto com fezes ou vómito. Crianças e pessoas que vivem em ambientes com condições sanitárias precárias, aglomeração ou falta de água potável apresentam maior risco.
O diagnóstico é feito pelo gastroenterologista, utilizando exames complementares, como:
O tratamento da infeção por H. pylori, mesmo quando assintomática, é fundamental devido ao risco de complicações graves. Habitualmente, a terapêutica combina a administração de vários antibióticos, para reduzir o risco de resistência bacteriana, com inibidores da bomba de protões, que diminuem a produção de ácido no estômago. É também recomendado evitar o uso de anti-inflamatórios não esteroides, pois aumentam o risco de desenvolvimento de úlceras pépticas.
A prevenção da infeção passa por adotar medidas de higiene e cuidados alimentares, como beber água potável e utilizá-la na preparação dos alimentos, lavar as mãos antes das refeições e após utilizar a casa de banho, consumir alimentos bem cozinhados e evitar refeições preparadas por pessoas que não mantêm adequada higiene. Embora o stress e alimentos picantes não causem a infeção, podem dificultar o tratamento e agravar os sintomas, pelo que devem ser evitados sempre que possível.